Sabe aquela fase em que tudo te decepciona? Que o mundo conspira? Você percebe que a Trakinas está cada vez menor, Kinder Ovo e Toddynho vão te falir, tiram o chocolate do Bis para colocar limão (urgh!) e a Vivo pisa no teu calo cada vez que você pensa em dar mais uma chance (a Vivo tem alma de homem, não é possível).
Aproveitei essa história de portabilidade e troquei a Oi que tanto me "promocionou", pela Vivo, a amante ingrata. A proposta era boa, meus amigos têm Vivo, então pensei: Por que não? Depois de assinar tudo quanto é contrato, descubro que o meu celular não reconhecia o chip, porque não era (QuadBand, Quad Band, Quadriband, oi?)... porque Deus não quis. Na hora do desespero, cometi meu segundo erro. Pedi o aparelho mais barato. Não vou entrar nos detalhes, mas posso adiantar que ele tem lanterna. Sim, eu digitei certo, não me obrigue a repetir...
Saí desolada da loja com aquele pequeno Frankenstein no bolso. Não que eu me importe muito com tecnologias, e bla, bla, bla, mas é que nem quando você era pequeno (ou eu pelo menos) e voltava das férias. Todo mundo tinha viajado, menos você. O máximo que você tinha feito, era ter ido visitar seus tios (em São Paulo mesmo, capital, a uma meia hora da sua casa). (Aviso às mães: não matriculem seus filhos em escolas particulares. Crianças podem ser cruéis. Principalmente quando têm dinheiro. Pense neles como anões de voz engraçada.)
Passadas algumas semanas, recebo um "tuíte" do @MikeBenavides me chamando para a porta da faculdade, pois a "galera da Vivo" estava lá.
Fui até lá sem mágoas, de braços abertos, e me deparei com uma van, e uma ação promocional bem curiosa.
Você tinha que tuitar pelo celular, para que pelo menos duas pessoas fossem até a van da Vivo naquele instante. Caso aparecessem os cidadãos, você ganharia um chip com uma promoção de um mês, e uma camiseta. Detalhe: os infelizes que foram chamados por você, tinham que fazer a mesma coisa, ou não ganhariam nada.
Feito isso, você tinha a camiseta e deveria criar uma arte dentro do logo (bem grande e vazado) para o dia seguinte. A pessoa mais criativa (de toda a faculdade) ganharia um Blackberry.
Não querendo parecer velha e chata, mas vejo vários poréns nessa ação.
O negócio é que dá muito trabalho. Você tem que ter Twitter, tem que tuitar uma mensagem que você não tuitaria (adoro conjugar esse verbo =P ) espontaneamente, duas pessoas têm que ver sua mensagem e ir para onde você convidou, e você tem que ter uma ideia boa, colocada em prática de um dia para o outro.
No dia seguinte, cheguei no final da noite pra mostrar a minha camiseta, e perguntei para os promotores quantos concorrentes eu tinha. Me disseram: umas 10 pessoas.
Poxa, juro que eu gostaria que a Vivo correspondesse às minhas expectativas. Mas tá dificil viu...
Acho que só mudo de ideia se ganhar o tal Blackberry =P
(não me venha com hipocrisia =P )
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segunda-feira, 25 de outubro de 2010
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Yes, we can!
Há alguns dias, procurava inspiração para o próximo post (quem escreve, desenha, toca, ou qualquer coisa do gênero, sabe que não é fácil) e numa tarde à toa, brincando com os joguinhos viciantes do Facebook (não me orgulho em digitar isso), eis que surge um anúncio intrigante no canto da página (ilustrado aqui abaixo).
Eu como mulher, obviamente fiquei interessada em saber que raios era isso. A grande maioria dos homens nem imagina as peripécias que temos que fazer para utilizar banheiros públicos. Ir a um barzinho tomar uma cerveja (tem coisa mais diurética que isso?) pode ser desanimador quando a parte de ir ao banheiro chega. Difinitivamente nessas horas, invejamos o poder dos homens de fazer xixi em pé.
Logo, esse anúncio tem grandes chances de interessar muitas mulheres (inclusive as mais pudicas). Nem tentei resistir. Cliquei.
O site do produto, chamado OiGirl, é bem atrativo. Todo em cor-de-rosa (choque, é claro. Fazer xixi em pé é coisa pra mulher de atitude =P ) e ilustrado por mulheres jovens e descoladas. O público realmente é esse. Mulheres modernas, práticas, sem grandes pudores.
Só para constar: o produto é como um funil de silicone que é encaixado na "menina", e pode ser lavado com água e sabão.
A linguagem para vender um produto tão íntimo (quase constrangedor e/ou cômico), me lembra muito os comerciais do Activia (é isso ai! Queremos seu intestino regulado! Trabalhamos pra isso!). O slogan da marca é: "Sentada? Só em casa!", e sugerem até mesmo que você divida o pacote família (com 3 produtos) com suas amigas, para economizar no frete. Muito pertinente.
Há alguns vídeos no Youtube de reportagens sobre o OiGirl e depoimentos de ginecologistas sobre a saúde íntima da mulher.
Achei toda a construção da marca muito bem feita. Cores fortes, uma linguagem informal (quase uma indicação amiga) e a proposta de uma "revolução" no uso do banheiro público. O uso das redes sociais é natural, pois além de ser "a bola da vez", concentra inúmeras mulheres moderninhas e propensas às novidades.
Não sei quanto ao produto, mas toda a comunicação está de parabéns!
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Eu como mulher, obviamente fiquei interessada em saber que raios era isso. A grande maioria dos homens nem imagina as peripécias que temos que fazer para utilizar banheiros públicos. Ir a um barzinho tomar uma cerveja (tem coisa mais diurética que isso?) pode ser desanimador quando a parte de ir ao banheiro chega. Difinitivamente nessas horas, invejamos o poder dos homens de fazer xixi em pé.
Logo, esse anúncio tem grandes chances de interessar muitas mulheres (inclusive as mais pudicas). Nem tentei resistir. Cliquei.
O site do produto, chamado OiGirl, é bem atrativo. Todo em cor-de-rosa (choque, é claro. Fazer xixi em pé é coisa pra mulher de atitude =P ) e ilustrado por mulheres jovens e descoladas. O público realmente é esse. Mulheres modernas, práticas, sem grandes pudores.
Só para constar: o produto é como um funil de silicone que é encaixado na "menina", e pode ser lavado com água e sabão.
A linguagem para vender um produto tão íntimo (quase constrangedor e/ou cômico), me lembra muito os comerciais do Activia (é isso ai! Queremos seu intestino regulado! Trabalhamos pra isso!). O slogan da marca é: "Sentada? Só em casa!", e sugerem até mesmo que você divida o pacote família (com 3 produtos) com suas amigas, para economizar no frete. Muito pertinente.
Há alguns vídeos no Youtube de reportagens sobre o OiGirl e depoimentos de ginecologistas sobre a saúde íntima da mulher.
Achei toda a construção da marca muito bem feita. Cores fortes, uma linguagem informal (quase uma indicação amiga) e a proposta de uma "revolução" no uso do banheiro público. O uso das redes sociais é natural, pois além de ser "a bola da vez", concentra inúmeras mulheres moderninhas e propensas às novidades.
Não sei quanto ao produto, mas toda a comunicação está de parabéns!
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segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Saindo do armário e indo para o metrô
Há um tempinho estava com meu amigo e companheiro de aprendizados publicitários, Mike Benavides, na estação Consolação do metrô, e uma enorme fileira de anúncios me chamou a atenção.
Ao lado das escadas, toda uma parede estava repeleta de anúncios da Revista Junior - Edição de 3 anos. Fiquei contente e impressionada pela escolha do local da campanha. Para quem não conhece a revista, ela é bem específica. Possui matérias sobre artes, roupas, viagens, baladas, gays que se destacam, etc, regada a fotos de modelos absurdamente lindos e saradões (ui!).
Se há algum tempo ser gay era uma coisa feia, hoje o mercado já enxerga os gays como um público alvo interessante, a ponto de anunciar no meio de transporte mais utilizado pelos paulistanos (meu!).
Não sei se havia anúncios em outras estações, mas com certeza a estação Consolação é a melhor opção, por seus barzinhos e baladas.
Os gays (em sua maioria) são pessoas com um poder aquisitivo diferenciado, que gostam de viajar, ir à festas, teatros, cinemas, ler bons livros, tomar um bom vinho, e se vestir muito bem (geralmente com marcas de status). Realmente demorou para a publicidade deixar o preconceito de poucos influenciar em campanhas para esse público.
Quando vi os anúncios da Revista Junior, senti que as coisas estão mudando. Os gays estão conquistando seu espaço, e (pelo menos no meio publicitário) vai ficar para trás que não está percebendo isso.
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Ao lado das escadas, toda uma parede estava repeleta de anúncios da Revista Junior - Edição de 3 anos. Fiquei contente e impressionada pela escolha do local da campanha. Para quem não conhece a revista, ela é bem específica. Possui matérias sobre artes, roupas, viagens, baladas, gays que se destacam, etc, regada a fotos de modelos absurdamente lindos e saradões (ui!).
Se há algum tempo ser gay era uma coisa feia, hoje o mercado já enxerga os gays como um público alvo interessante, a ponto de anunciar no meio de transporte mais utilizado pelos paulistanos (meu!).
Não sei se havia anúncios em outras estações, mas com certeza a estação Consolação é a melhor opção, por seus barzinhos e baladas.
Os gays (em sua maioria) são pessoas com um poder aquisitivo diferenciado, que gostam de viajar, ir à festas, teatros, cinemas, ler bons livros, tomar um bom vinho, e se vestir muito bem (geralmente com marcas de status). Realmente demorou para a publicidade deixar o preconceito de poucos influenciar em campanhas para esse público.
Quando vi os anúncios da Revista Junior, senti que as coisas estão mudando. Os gays estão conquistando seu espaço, e (pelo menos no meio publicitário) vai ficar para trás que não está percebendo isso.
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quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Depois de folhear a Revista Lola
Esta semana estava ouvindo a Nova Brasil e um spot de uma revista nova me chamou a atenção. Era uma chamada da Lola, uma revista voltada para mulheres bem-resolvidas (O slogan é: "Lola, você não precisa. Você quer." Adorei!).
Fiquei curiosa com a possibilidade de haver vida inteligente e feminina nas bancas de jornais, e fui procurar a tal revista.
A capa em preto, branco e vermelho, com Angelina Jolie estampada, chama a atenção de cara. Se destaca em meio às capas multi-coloridas e tão comuns. Fiquei animada e desembolsei R$10,00 pelo exemplar.
Comecei a folhear e me deparei com propagandas dos produtos mais óbvios para ser oferecidos à mulherada: sapatos, bolsas, jóias, óculos escuros, maquiagem e absorventes. Nessa hora vi que eu não era exatamente o público alvo da revista, que tem anúncios de anéis de R$23.000,00 (com tudo isso de zero) e bolsas que custam mais que o meu guarda-roupa inteiro.
72 páginas depois já estava ficando irritada, e eis que aparece a primeira reportagem: sobre a Angelina. Para meu conforto, era a primeira de muitas (ok, não muuuuitas, mas o suficiente para não chorar pelos 10 contos gastos).
Na página 92 as coisas ficam interessantes: uma reportagem sobre a pesquisa feita para criar a identidade da revista. O plano foi entender a mulher moderna: como veêm suas vidas, quanto são estressadas, quanto gostam de ser mulher, o que mais reclamam sobre os homens (vai falar que se surpreendeu que mulheres reclamam dos homens?). Chegam a conclusão que "mulheres não querem mais ser vistas como mulherões, nem como mulherzinhas". Nessa hora, meus olhos brilharam =P
Pelo conteúdo das matérias seguintes, percebi que o excesso de propagandas de produtos de "menininha" não era contraditório com o conteúdo das reportagens inteligentes sobre livros, relacionamentos, sucesso na carreira, etc.
Confesso que antes eu era muito mais radical. Mulher que é mulher (e não bibelô) não tinha que ficar se submetendo a saltos, maquiagem e produtos para cabelo (depilar o sovaco sim. Isso é questão de higiene =P ). Mas hoje sou muito mais maleável. A mulher tem que se sentir poderosa, tanto em relação ao conteúdo quanto a aparência. Hoje acredito que há mulheres pensantes que têm silicone (e por que não?).
E acho que a Lola trabalha muito bem todos esses interesses da mulher moderna, que vão desde a cor do esmalte até filosofia.
Para os interessados em publicidade, esse quadro resume bem o perfil do público alvo:
Fiquei curiosa com a possibilidade de haver vida inteligente e feminina nas bancas de jornais, e fui procurar a tal revista.
A capa em preto, branco e vermelho, com Angelina Jolie estampada, chama a atenção de cara. Se destaca em meio às capas multi-coloridas e tão comuns. Fiquei animada e desembolsei R$10,00 pelo exemplar.
Comecei a folhear e me deparei com propagandas dos produtos mais óbvios para ser oferecidos à mulherada: sapatos, bolsas, jóias, óculos escuros, maquiagem e absorventes. Nessa hora vi que eu não era exatamente o público alvo da revista, que tem anúncios de anéis de R$23.000,00 (com tudo isso de zero) e bolsas que custam mais que o meu guarda-roupa inteiro.
72 páginas depois já estava ficando irritada, e eis que aparece a primeira reportagem: sobre a Angelina. Para meu conforto, era a primeira de muitas (ok, não muuuuitas, mas o suficiente para não chorar pelos 10 contos gastos).
Na página 92 as coisas ficam interessantes: uma reportagem sobre a pesquisa feita para criar a identidade da revista. O plano foi entender a mulher moderna: como veêm suas vidas, quanto são estressadas, quanto gostam de ser mulher, o que mais reclamam sobre os homens (vai falar que se surpreendeu que mulheres reclamam dos homens?). Chegam a conclusão que "mulheres não querem mais ser vistas como mulherões, nem como mulherzinhas". Nessa hora, meus olhos brilharam =P
Pelo conteúdo das matérias seguintes, percebi que o excesso de propagandas de produtos de "menininha" não era contraditório com o conteúdo das reportagens inteligentes sobre livros, relacionamentos, sucesso na carreira, etc.
Confesso que antes eu era muito mais radical. Mulher que é mulher (e não bibelô) não tinha que ficar se submetendo a saltos, maquiagem e produtos para cabelo (depilar o sovaco sim. Isso é questão de higiene =P ). Mas hoje sou muito mais maleável. A mulher tem que se sentir poderosa, tanto em relação ao conteúdo quanto a aparência. Hoje acredito que há mulheres pensantes que têm silicone (e por que não?).
E acho que a Lola trabalha muito bem todos esses interesses da mulher moderna, que vão desde a cor do esmalte até filosofia.
Para os interessados em publicidade, esse quadro resume bem o perfil do público alvo:
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segunda-feira, 27 de setembro de 2010
IBM imortalizada em "Laranja Mecânica"
Neste final de semana finalmente consegui assistir "Laranja Mecânica"! A primeira vez, assisti somente com a base do livro, que fiz questão de ler antes (vale a pena, viu.). A segunda vez, eu vi depois de dar uma pesquisada na internet e ver o que falavam sobre o filme. Assisti com maior atenção aos detalhes, e quem eu encontro lá? A máquina de escrever da IBM! Imortalizada num clássico de Stanley Kubrick!
As tais gerações Z, Y, talvez nem tenham tido contato com máquinas de escrever (outra coisa que vale a pena. O som dela é indescritível.), mas quando chegarem a uma fase cult da vida, e assistirem ao filme, vão se deparar com aquela raridade retrô.
Agora eu pergunto, a propaganda é cara?
Depende. (como diria meu professor, Landini)
Depende em que você aposta. Alguém teve a ideia de inserir a tal máquina de escrever em um filme de "ultraviolência", provavelmente alguém criticou, mas lá está ela. Passando por gerações.
Agora, se você aposta em uma chuva de Twix que foi promovida pela internet (um meio supostamente moderno e barato) e que só traz comentários negativos, então você trocou gato por lebre.
Acredito que na propaganda tudo tenha que ser minunciosamente planejado ou intuitivamente acertado.
Não sei se no caso da IBM foi sorte ou não, mas o fato é que 40 anos depois de produzido o filme, lá está a máquina e a marca despertando nostalgia em quem conhece e curiosidade de quem nunca viu.
Ps.: Aluguei o filme pela Blockbuster Online conforme comentei aqui, e só tenho elogios!
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As tais gerações Z, Y, talvez nem tenham tido contato com máquinas de escrever (outra coisa que vale a pena. O som dela é indescritível.), mas quando chegarem a uma fase cult da vida, e assistirem ao filme, vão se deparar com aquela raridade retrô.
Agora eu pergunto, a propaganda é cara?
Depende. (como diria meu professor, Landini)
Depende em que você aposta. Alguém teve a ideia de inserir a tal máquina de escrever em um filme de "ultraviolência", provavelmente alguém criticou, mas lá está ela. Passando por gerações.
Agora, se você aposta em uma chuva de Twix que foi promovida pela internet (um meio supostamente moderno e barato) e que só traz comentários negativos, então você trocou gato por lebre.
Acredito que na propaganda tudo tenha que ser minunciosamente planejado ou intuitivamente acertado.
Não sei se no caso da IBM foi sorte ou não, mas o fato é que 40 anos depois de produzido o filme, lá está a máquina e a marca despertando nostalgia em quem conhece e curiosidade de quem nunca viu.
Ps.: Aluguei o filme pela Blockbuster Online conforme comentei aqui, e só tenho elogios!
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quinta-feira, 23 de setembro de 2010
O que a publicidade deve aprender com o camelô
Sinto dizer ao grandes estudiosos e atuantes da área publicitária, que na minha opinião os maiores publicitários que existem não estão nas grandes agências. Vivem no anonimato, passam desapercebidos e não recebem prêmios em forma de leão. São os populares camelôs.
Se você já cruzou com um camelô cheio de lábia sabe exatamente do que estou falando.
Poxa, eles conseguem vendes raquetes para matar mosquitos e panos de chão no farol! Quem pensa em comprar um negócio desses enquanto está esperando o trânsito voltar a andar?
Há algum tempo, quando nem pensava em estudar publicidade, peguei um ônibus que transportava um desses profissionais. Todo mundo parou de falar na hora para escutá-lo (e não estou querendo deixar o post mais comovente. Foi bem desse jeito mesmo.). Ele vendia chocolates de uma marca sem credibilidade nenhuma. Mas impressionava no discurso: falava sobre o preço da unidade, um desconto para quem levasse três, a composição do chocolate, as calorias que cada barra continha e as vantagens de se deliciar com um chocolate no trânsito. Não pude deixar de comprar uma barra e elogiar o trabalho do cidadão.
Na época em que fazia teatro, li um texto de Bertold Brecht ("Sobre o Teatro Cotidiano") que diz assim:
"Vocês, artistas que fazem teatro
Em grandes casas, sob sóis artificiais
Diante da multidão calada, procurem de vez em quando
O teatro que é encenado na rua.
Cotidiano, vário e anônimo, mas
Tão vívido, terreno, nutrido da convivência
Dos homens, o teatro que se passa na rua."
Isso é válido para a publicidade também. Não vamos achar que a resposta para as necessidades do consumidor está em uma tela, ou em um monte de livros. A resposta está na rua, no camelô, no taxista, do lado de fora do que a gente aprende na faculdade.
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sábado, 18 de setembro de 2010
Alguém viu a Blockbuster por aí?
Há algumas semanas fiz uma promessa para mim mesma. Me senti meio ignorante quanto aos filmes que nunca assisti (e são tantos... será que dá tempo?) e resolvi impor uma meta na minha vida: um filme bom por semana.
Corri para a extinta Blockbuster do lado de casa e não achei nada do que eu queria. Me vi cercada de poucos filmes que não queria ver, e me veio aquela sensação nostálgica. Me lembrei de quando a Blockbuster era uma locadora de verdade, que tinha todos os filmes imagináveis (ou pelo menos que uma criança de uns 9 anos poderia imaginar), e aquelas cadeirinhas coloridas e tapete branco felpudo ao lado de uma televisão que exibia filmes da Disney. Eu cresci ou a locadora diminuiu?
O fato é que me vi rodeada de livros, bolachas e lingeries da devoradora Americanas, e não achei o filme que eu queria ("Laranja Mecânica". Li o livro e agora quero ver o filme). Comprei um DVD usado por R$7,99 ("O Grande Ditador", depois conto um pouco!), uma barra de chocolates e uma calcinha nova (mentira!) e me perguntei: aonde foi parar a Blockbuster?
Eis que encontrei uma loja virtual interessantíssima! A Blockbuster Online tem todos os filmes imagináveis (ou no mínimo, filme pra caramba) e entrega "de graça" na sua casa!
Tem vários planos diferentes, com valores distintos que são debitados no seu cartão de crédito. Não tem limite para devolução do filme, logo não há multa por atraso. E você pode criar uma lista de filmes que você pretende alugar!
Um super incentivo pra cumprir minha meta! Adorei!
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Corri para a extinta Blockbuster do lado de casa e não achei nada do que eu queria. Me vi cercada de poucos filmes que não queria ver, e me veio aquela sensação nostálgica. Me lembrei de quando a Blockbuster era uma locadora de verdade, que tinha todos os filmes imagináveis (ou pelo menos que uma criança de uns 9 anos poderia imaginar), e aquelas cadeirinhas coloridas e tapete branco felpudo ao lado de uma televisão que exibia filmes da Disney. Eu cresci ou a locadora diminuiu?
O fato é que me vi rodeada de livros, bolachas e lingeries da devoradora Americanas, e não achei o filme que eu queria ("Laranja Mecânica". Li o livro e agora quero ver o filme). Comprei um DVD usado por R$7,99 ("O Grande Ditador", depois conto um pouco!), uma barra de chocolates e uma calcinha nova (mentira!) e me perguntei: aonde foi parar a Blockbuster?
Eis que encontrei uma loja virtual interessantíssima! A Blockbuster Online tem todos os filmes imagináveis (ou no mínimo, filme pra caramba) e entrega "de graça" na sua casa!
Tem vários planos diferentes, com valores distintos que são debitados no seu cartão de crédito. Não tem limite para devolução do filme, logo não há multa por atraso. E você pode criar uma lista de filmes que você pretende alugar!
Um super incentivo pra cumprir minha meta! Adorei!
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domingo, 12 de setembro de 2010
Post reservado para Propaganda Eleitoral Gratuita
Dentro de semanas nossa programação voltará ao normal e não iremos mais tocar nesse assunto.
Não tem como não falar das eleições... Tiririca, Mulher Pêra, KLB e Whiskas Sachê. Mas o que mais me impressiona em toda essa história é o poder da propaganda nisso tudo.
Como o candidato é modelado para que "se venda": o que falar, quando falar, que criancinha escolher para pegar no colo e sair nas fotos, qual a musiquinha que vai tocar e não vai sair da tua cabeça ("Ey, Ey, Eymael, um democrata cristão" ou "Primeiro aperte o um duas vezes, e espere até o Pitta aparecer"), e por aí vai.
Uma gangue toda por trás daquele cara que aparece falando durante segundos ou minutos.
Confesso que eu deveria saber muito mais sobre a História (e sobre muitas outras coisas), mas já li muito sobre o cabeça das ações de Hitler. Um tal de Joseph Goebbels, ministro do Povo e da Propaganda.
Ok, toda profissão tem seu lado negro. Médicos, advogados e ascensoristas. Mas às vezes olho pra Propaganda e fico com medo de todo esse poder.
Só digo uma coisa aos eleitores: pior que tá, fica sim!
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Não tem como não falar das eleições... Tiririca, Mulher Pêra, KLB e Whiskas Sachê. Mas o que mais me impressiona em toda essa história é o poder da propaganda nisso tudo.
Como o candidato é modelado para que "se venda": o que falar, quando falar, que criancinha escolher para pegar no colo e sair nas fotos, qual a musiquinha que vai tocar e não vai sair da tua cabeça ("Ey, Ey, Eymael, um democrata cristão" ou "Primeiro aperte o um duas vezes, e espere até o Pitta aparecer"), e por aí vai.Uma gangue toda por trás daquele cara que aparece falando durante segundos ou minutos.
Confesso que eu deveria saber muito mais sobre a História (e sobre muitas outras coisas), mas já li muito sobre o cabeça das ações de Hitler. Um tal de Joseph Goebbels, ministro do Povo e da Propaganda.
Ok, toda profissão tem seu lado negro. Médicos, advogados e ascensoristas. Mas às vezes olho pra Propaganda e fico com medo de todo esse poder.
Só digo uma coisa aos eleitores: pior que tá, fica sim!
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segunda-feira, 26 de julho de 2010
Me retwitta que eu te follow!
Na semana passada aconteceu um fato inusitado na minha vida: eu, Bia de Souza., acostumada a brigar um bocado para conseguir qualquer coisa e tirar leite de pedra, ganhei uma promoção no Twitter =D
Simples assim: uma "retwittada" e lá estava eu com um crédito de R$65,00 para gastar na Camiseteria!
Depois da euforia, fiquei pensando: poxa, que ferramenta bacana!
Já escrevi sobre o Twitter bem aqui, mas agora escrevo com uma outra visão, a de consumidora.
Nessa semana me inscrevi em duas promoções. Uma promovida pelo @ehjusto (que por sinal tem uma parceria forte com a @camiseteria e sempre promove esse concurso), e a outra promovida pelo @fabio_satori que sorteou uma tatuagem de R$700,00 (essa eu não ganhei... AINDA =P). Eu não sabia muito sobre o "éjusto!" e não conhecia o trabalho do Satori, mas fiquei super empolgada para ganhar (o que me fez retwittar mais de uma vez, confesso =P ).
Afinal, por que uma empresa pode (e deve) criar promoções no Twitter?
Fica aí o recado para as empresas que temem se aventurar no mundo online: estão perdendo espaço, viu bem!
E para as empresas que aderiram às promoções no Twitter: me passem atualizações sobre suas promoções que eu participo =D
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Simples assim: uma "retwittada" e lá estava eu com um crédito de R$65,00 para gastar na Camiseteria!
Depois da euforia, fiquei pensando: poxa, que ferramenta bacana!
Já escrevi sobre o Twitter bem aqui, mas agora escrevo com uma outra visão, a de consumidora.
Nessa semana me inscrevi em duas promoções. Uma promovida pelo @ehjusto (que por sinal tem uma parceria forte com a @camiseteria e sempre promove esse concurso), e a outra promovida pelo @fabio_satori que sorteou uma tatuagem de R$700,00 (essa eu não ganhei... AINDA =P). Eu não sabia muito sobre o "éjusto!" e não conhecia o trabalho do Satori, mas fiquei super empolgada para ganhar (o que me fez retwittar mais de uma vez, confesso =P ).
Afinal, por que uma empresa pode (e deve) criar promoções no Twitter?
- Todo mundo adora ganhar. Fato! Pode ser um desconto de 1% para comprar acima de R$100,00, mas as pessoas querem sair ganhando, se sentir em vantagem.
- É rápido. Vc só precisa clicar em dois botõezinhos: RT e Sim. Nada de preencher Nome Completo, CPF, Sexo, Endereço, e blá blá blá Whiskas Sachê.
- É praticamente auto-divulgável. Uma pessoa se inscreve, uns três seguidores dela vêem e se interessam (pensando baixo), e assim sucessivamente. O Satori "twittou" que a promoção dele foi divulgada mais de 4000 vezes em pouco mais de uma semana (um número bem expressivo!).
- Além de divulgar a promoção, a empresa se promove. Cria (ou fortalece) uma identidade moderna, descolada e acessível. "Eu posso me comunicar com a empresa e ganhar um prêmio!"
- A marca é divulgada mesmo depois da promoção. Quando ganhei o vale-compras fiquei tão contente que saí espalhando por Twitter, Facebook, MSN e tal (é... fiquei contente de verdade =P ), já pedi minha camiseta na Camiseteria e sempre que usar provavelmente vou contar sobre meu case de sucesso ao ganha-la (ui ui ui!), postar uma foto minha com a camiseta (momento narcisista) e tudo isso gerou esse post =)
Fica aí o recado para as empresas que temem se aventurar no mundo online: estão perdendo espaço, viu bem!
E para as empresas que aderiram às promoções no Twitter: me passem atualizações sobre suas promoções que eu participo =D
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sexta-feira, 23 de julho de 2010
Eparema pregando o canibalismo!?
Hoje de manhã estava no ponto do ônibus ouvindo a Nova Brasil, como é de costume, e me deparei com um spot (comercial no rádio, que não é cantado) que me deixou em crise existencial.
Com essa inquietação na cabeça, fui procurar mais sobre ele no Sr.Google e descobri que ele também é veiculado na televisão (embora eu nunca tenha visto. Mas não sirvo de parâmetro porque tenho uma certa aversão à televisão.) (Eu sei, eu sei. Faço publicidade e preciso trabalhar isso... Mas que a programação poderia ser melhor, isso é indiscutível =P ). Cá está o comercial em questão:
"-Tá comendo o quê?
-Alface, a comida anda caindo mal
-Cara, você é planta car-ní-vo-ra. Rapaz, você tá na natureza, cheio de ervas pra digestão!"
Pois bem, duas plantas carnívoras conversando, uma delas com problemas estomacais. Não vou entrar no mérito do sistema digestivo das plantas (posso usar a imaginação e aceitar que aquela planta precisava de Eparema), mas meu! No começo do texto ela estava comendo outra planta! Um alface! Ao saber do problema digestivo da amiga, a outra planta carnívora sugere que ela coma outras plantas!
Depois disso ela toma Eparema, que contém extratos vegetais.
Logo, ela é mais que uma planta carnívora! É uma planta canibal!
Ok, ok, tem muita gente elogiando porque saiu da mesmice de gente contente com estômagos leves. Mas eu achei bem esquisitinha viu... Esse estranhamento da planta comendo outra planta me chamou mais a atenção do que o próprio produto. (Tá bom, talvez eu me preocupe demais com pouca coisa. Mas "eu preciso me comunicar" =P)
Ps.: Eu não acho q Eparema está pregando o canibalismo. O título foi só pra fazer graça =P
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Com essa inquietação na cabeça, fui procurar mais sobre ele no Sr.Google e descobri que ele também é veiculado na televisão (embora eu nunca tenha visto. Mas não sirvo de parâmetro porque tenho uma certa aversão à televisão.) (Eu sei, eu sei. Faço publicidade e preciso trabalhar isso... Mas que a programação poderia ser melhor, isso é indiscutível =P ). Cá está o comercial em questão:
"-Tá comendo o quê?
-Alface, a comida anda caindo mal
-Cara, você é planta car-ní-vo-ra. Rapaz, você tá na natureza, cheio de ervas pra digestão!"
Pois bem, duas plantas carnívoras conversando, uma delas com problemas estomacais. Não vou entrar no mérito do sistema digestivo das plantas (posso usar a imaginação e aceitar que aquela planta precisava de Eparema), mas meu! No começo do texto ela estava comendo outra planta! Um alface! Ao saber do problema digestivo da amiga, a outra planta carnívora sugere que ela coma outras plantas!
Depois disso ela toma Eparema, que contém extratos vegetais.
Logo, ela é mais que uma planta carnívora! É uma planta canibal!
Ok, ok, tem muita gente elogiando porque saiu da mesmice de gente contente com estômagos leves. Mas eu achei bem esquisitinha viu... Esse estranhamento da planta comendo outra planta me chamou mais a atenção do que o próprio produto. (Tá bom, talvez eu me preocupe demais com pouca coisa. Mas "eu preciso me comunicar" =P)
Ps.: Eu não acho q Eparema está pregando o canibalismo. O título foi só pra fazer graça =P
Gostou do post? Então vem ver meu blog atualizado em biadesouza.com =D
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