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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Onde estão as moedas verdes?

Ouvindo: "Sex Pistols"
Lendo: "Férias" (romance de menininha, mas recomendo =P )
Curtindo: Livemocha (empolgadíssima em aperfeiçoar meu inglês)

Não posso deixar de me desculpar pela ausência... Não é pouco caso não! Queria que situações da minha vida particular não interferissem nesse blog que eu gosto tanto, mas convenhamos... Não sou nenhum monge =P
Mas cá estou, tentando me redimir =)
Vamos arregaçar as mangas, e continuar de onde paramos!
Há algum tempo comentei bem aqui, sobre o serviço da Blockbuster Online. Pois bem, eu estava super empolgada com a possibilidade de assistir todos os meus "velhos filmes velhos" (que fazem muita gente torcer o bico) no conforto do meu lar, todo final de semana.
Durante os meses que experimentei o serviço, fui me decepcionando gradativamente, até ser vencida pelo cansaço e cancelar essa bosta o contrato. Até ai tudo bem. Nesses quases 25 anos aprendi que as coisas geralmente são assim. Não mudam. Se você não está satisfeito, a mudança tem que partir de você. Mas o que eu achei engraçado, foi o fato da Blockbuster ignorar minhas reclamações.
Enviei emails, recados no Twitter para o perfil da empresa, e nada! Era como se estivessemos brincando de esconde-esconde e a Blockbuster estivesse ali na sala, atrás da cortina, com os pezinhos para fora. Torcendo para ficar invisível.
Poxa vida, eu cheguei num ponto de me identificar com a senhorinha da Colheita Feliz (Deus do céu, como adoro esse vídeo.. eheheheheheh)! Quero minhas moedas verdes também!!!
Recentemente um consumidor fez um vídeo que ficou muito popular, sobre a Brastemp. Ok, a Brastemp reconheceu o erro, e o Sr. Borelli deve estar com sua comida devidamente refrigerada a uma hora dessas. Mas quanto será que ele teve que reclamar para chegar a uma solução?
As empresas não estão vendo que as coisas mudaram? O consumidor se informa antes de adquirir um produto, e se as coisas não são do jeito que prometem, ele "xinga muito no Twitter"!!!
Não dá pra fingir que nada está acontecendo! As redes sociais são canais de COMUNICAÇÃO! O consumidor quer ser ouvido, e quer ter uma resposta ao que ele diz! Diálogos funcionam assim, não?
Então deixo aqui meu "Bom dia" para essas empresas! Bem-vindas ao século XXI!

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segunda-feira, 27 de setembro de 2010

IBM imortalizada em "Laranja Mecânica"

Neste final de semana finalmente consegui assistir "Laranja Mecânica"! A primeira vez, assisti somente com a base do livro, que fiz questão de ler antes (vale a pena, viu.). A segunda vez, eu vi depois de dar uma pesquisada na internet e ver o que falavam sobre o filme. Assisti com maior atenção aos detalhes, e quem eu encontro lá? A máquina de escrever da IBM! Imortalizada num clássico de Stanley Kubrick!
As tais gerações Z, Y, talvez nem tenham tido contato com máquinas de escrever (outra coisa que vale a pena. O som dela é indescritível.), mas quando chegarem a uma fase cult da vida, e assistirem ao filme, vão se deparar com aquela raridade retrô.
Agora eu pergunto, a propaganda é cara?
Depende. (como diria meu professor, Landini)
Depende em que você aposta. Alguém teve a ideia de inserir a tal máquina de escrever em um filme de "ultraviolência", provavelmente alguém criticou, mas lá está ela. Passando por gerações.
Agora, se você aposta em uma chuva de Twix que foi promovida pela internet (um meio supostamente moderno e barato) e que só traz comentários negativos, então você trocou gato por lebre.
Acredito que na propaganda tudo tenha que ser minunciosamente planejado ou intuitivamente acertado.
Não sei se no caso da IBM foi sorte ou não, mas o fato é que 40 anos depois de produzido o filme, lá está a máquina e a marca despertando nostalgia em quem conhece e curiosidade de quem nunca viu.

Ps.: Aluguei o filme pela Blockbuster Online conforme comentei aqui, e só tenho elogios!

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quinta-feira, 23 de setembro de 2010

O que a publicidade deve aprender com o camelô

Sinto dizer ao grandes estudiosos e atuantes da área publicitária, que na minha opinião os maiores publicitários que existem não estão nas grandes agências. Vivem no anonimato, passam desapercebidos e não recebem prêmios em forma de leão. São os populares camelôs.
Se você já cruzou com um camelô cheio de lábia sabe exatamente do que estou falando.
Poxa, eles conseguem vendes raquetes para matar mosquitos e panos de chão no farol! Quem pensa em comprar um negócio desses enquanto está esperando o trânsito voltar a andar?
Há algum tempo, quando nem pensava em estudar publicidade, peguei um ônibus que transportava um desses profissionais. Todo mundo parou de falar na hora para escutá-lo (e não estou querendo deixar o post mais comovente. Foi bem desse jeito mesmo.). Ele vendia chocolates de uma marca sem credibilidade nenhuma. Mas impressionava no discurso: falava sobre o preço da unidade, um desconto para quem levasse três, a composição do chocolate, as calorias que cada barra continha e as vantagens de se deliciar com um chocolate no trânsito. Não pude deixar de comprar uma barra e elogiar o trabalho do cidadão.
Na época em que fazia teatro, li um texto de Bertold Brecht ("Sobre o Teatro Cotidiano") que diz assim:

"Vocês, artistas que fazem teatro
Em grandes casas, sob sóis artificiais
Diante da multidão calada, procurem de vez em quando
O teatro que é encenado na rua.
Cotidiano, vário e anônimo, mas
Tão vívido, terreno, nutrido da convivência
Dos homens, o teatro que se passa na rua."

Isso é válido para a publicidade também. Não vamos achar que a resposta para as necessidades do consumidor está em uma tela, ou em um monte de livros. A resposta está na rua, no camelô, no taxista, do lado de fora do que a gente aprende na faculdade.

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segunda-feira, 10 de maio de 2010

O caso do biscoito

É... Tem dias que a gente se sente, como quem partiu ou morreu...
Semana passada passei por um desses dias, e como boa chocólatra passei no mercado antes da faculdade. Ao entrar no mercado e ver todas aquelas luzes, música ambiente e promoções saltando nos meus olhos, cheguei a conclusão que uma Coca-cola iria bem (a verdade é que não sou mto chegada em refrigerante, mas a Coca me impressiona pelas propagandas e pelo jeito que combina perfeitamente com chocolate).
Depois de passar alguns minutos na fila avistei-O! Um convidativo pacotinho de cookies. A embalagem seguindo a moda da sustentabilidade e a foto de um delicioso biscoito com gotas de chocolate, me obrigou a comprar um pacote mesmo sem sentir fome ou saber o preço de tal gostosura.
Depois de passar pelo caixa e pagar pelas minha aquisições, abro o tão sonhado pacote e me deparo com uma versão dura e sem gosto do bicoito que idealizei.
Mas que troço era aquele??? (Segue foto do infeliz ao lado) Já não estava mto contente, e me deparar com uma decepção dessas, foi o fim! (tá bom, não foi o fim. Mas é uma puta sacanagem!)
Me lembrei de um site que meu amigo Igor há algum tempo me passou: Coma com os olhos . O site é ótimo! Compara as fotos das propagandas dos produtos, com os próprios produtos. O resultado chega a ser triste (nem precisa dizer que há vários posts com lanches do Mc Donald's). Tem um post muito bom de um produto novo da Nestlé , uma bebida de chocolate que tem a embalagem de chocolate Alpino, e num cantinho da garrafinha, com fonte Arial 0,2, é revelado que não tem chocolate Alpino ali dentro! Fala se não é um absurdo!
Bom, é isso. Amo propaganda, de verdade, mas não se brinca com comida =P

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quinta-feira, 8 de abril de 2010

Você é o que você veste.

Quando eu tinha uns 8 anos, a professora passou uma crônica muito interessante sobre propaganda, e a mensagem fica latejando na minha cabeça até hoje. Por fazer um tempinho que li o texto, infelizmente não me lembro o título, nem o nome do autor, e por falta de informação não consegui encontrá-lo no Google. Mas a história era mais ou menos assim: dois homens conversavam sobre as mensagens que as pessoas levam em suas camisetas, frases, marcas, produtos, até que passa alguém vestindo uma camiseta totalmente branca. Tentando decifrar o significado disso, chegam à conclusão que a pessoa só pode estar fazendo um manifesto pelo voto em branco.
Comecei a prestar muita atenção no que estava estampado nas roupas que eu comprava, e no que as pessoas usavam. E chego à conclusão que grande parte das pessoas adora exibir a marca de suas roupas (ou no caso de peças falsificadas, das roupas que gostariam de ter =P ). Carregam várias mensagens: boné de uma marca, camiseta de outra, jaqueta com mais uma, calça X com tênis Y. Tem muita gente que me lembra os "homens sanduíche" do centro de São Paulo, que estão sempre comprando ouro.
O que eu acho mais espantoso, é uma marca vender (e muitas vezes ser cobiçada) pelo simples fato de estar estampada no seu produto. Não tenho ideia de como conseguem fazer com que as pessoas desejem anunciar seus produtos, tornando-se quase outdoors ambulantes (tente proibir esse Kassab!), mas só posso admirar, porque dá certo. Só de ver um produto em filmes, clipes musicais, novelas, uma legião de consumidores busca possui-lo, as vendas aumentam e a marca cria uma identidade.
Uma personagem de Gossip Girl comentou sobre uma marca de sapatos, e agora essa empresa abriu uma loja na Oscar Freire onde as pessoas são atendidas uma por vez, com hora marcada (dispensa comentar o valor absurdo que cobram por um par de sapatos). Eles estão gritando: Deseje nossos sapatos, porque só os VIPS podem possuir (ou peça empréstimo, compre no cartão de crédito, mas deseje!!!)!
Não sei vocês, mas acho tudo isso muito surreal.

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quinta-feira, 1 de abril de 2010

Desafio Rayovac

Ontem no metrô me deparei com um anúncio da Rayovac desafiando descaradamente a Duracell, que há tanto tempo afirma que dura até 8 vezes mais que as pilhas comuns.

Por sinal, na faculdade assistimos à uma palestra com um representante da agência Milk que nos contou um case muito criativo da Duracell. Em uma competição entre corredores, alguns dos melhores participantes foram selecionados para carregar nas costas uma pilha Duracell inflável. Super criativo! Com certeza chamou a atenção de todos que estavam assistindo a corrida, e dos participantes também.

Voltando =P
Foram 9 anos sem nenhum pronunciamento da Rayovac, que agora lança essa campanha provocadora:


Eles alegam que a Duracell não divulga qual critério utiliza para afirmar que dura tanto assim, e mais: ela não dura mais! Tem a mesma duração que a Rayovac e custa mais.
Bom, se tiraram a Devassa do ar, imagino que logo vão proibir a veiculação dessa campanha. Mas o tempo que ela durar, com certeza vai gerar buzz.

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sexta-feira, 19 de março de 2010

Pimentinha na Cultura

Ontem a noite a Cultura transmitiu um especial da Elis Regina, com entrevistas de 73 e 78 nos programas Vox Populi e MPB Especial.
Como chego tarde, não consegui ver o comecinho da entrevista, mas graças ao YouTube, podemos conferir na íntegra:

Parte 1
Parte 2
Parte 3A
Parte 3B
Parte 3C
Parte 4
Parte 5
Parte 6
Parte 7



Maravilhosa! Além da voz perfeita, era uma pessoa forte, inteligente, contagiante!
Opinou com espontaneidade sobre o que quis opinar, o sobre o que não quis abriu aquele sorriso carismático e não respondeu. E pronto!  É, antigamente as mulheres admiradas eram assim..
Bom, sei que de ouvir a Elis falar, durmi contente =)

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